Estamos sabendo lidar com nossas Emoções?

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ALERTA AOS PAIS: a tragédia de Goiás na nossa vida

Domingo à noite, assistindo ao Fantástico, da TV Globo, conversava com minha esposa sobre o que leva um adolescente de 14 anos a matar dois colegas. Tragédia que aconteceu na sexta-feira, dia 20 de outubro, em Goiás.

A tese do bullying, a nosso ver, é frágil. Analisamos o fato e, na nossa visão, atribuir ao bullying é simplificar as coisas. A tragédia de Goiás foi fruto de uma série de outros fatores.

Tudo bem… São só deduções. E as deduções devem ser vistas com cautela na hora de julgar.

Mas deduções podem, sim, ser muito úteis nas reflexões. Como estamos suscetíveis a viver tragédia semelhante, talvez as reflexões nos levem a lições.

Então, vamos às deduções e às reflexões:

Uma delas é de que um dos fatores que levaram à tragédia está na família. O jovem só pegou a arma e puxou o gatilho porque sua criação permitiu isso.

A escolha difícil de qual caminho trilhar.

Provavelmente, vivia num ambiente agressivo. Importante lembrar que os dois pais são policiais. A violência, acredita-se, está na rotina deles. Inclusive, a arma usada era da Polícia Militar de Goiás.

O jovem já demonstrava sinais de intolerância. Com base nisso, também deduzimos que, na criação dele, valores como respeito, se colocar no lugar do outro e superação das frustrações foram pouco trabalhados.

Ou seja, o rapaz não sabe lidar com suas emoções. Seus pensamentos – que não são reais – levaram a emoções – essas sim, reais –, que provocaram a tragédia. E a pergunta que nós, pais, nos fazemos é: ESTAMOS ENSINANDO NOSSOS FILHOS A LIDAR COM AS EMOÇÕES?

Questionamento esse que nos leva a outro: NÓS ESTAMOS SABENDO LIDAR COM NOSSAS EMOÇÕES?

Todos os dias, inconscientemente, abrimos janelas traumáticas em nossos filhos através de palavras mal ditas, gestos agressivos e ataques desmedidos.

Outro fator que pode ter contribuído com a tragédia é o excesso de informações. Os noticiários e os vídeogames estão repletos de informações sobre armas. Os adolescentes têm na ponta da língua as diferenças entre revólveres, pistolas, fuzis e metralhadoras.

Por fim, a última das deduções: a tragédia de Goiás foi provocada pela FALTA DE DEUS. Não importa qual Deus. Ele pode se chamar Jesus, Buda, Alá, Jeová… Todos estes têm na essência o AMOR.

A falta de AMOR na vida daquele menino levou à tragédia. E a pergunta para nós, pais, é: ESTAMOS DANDO AMOR AOS NOSSOS FILHOS AO PONTO DELES PROPAGAREM ESSE AMOR AOS OUTROS?

O adolescente que puxou o gatilho também é vítima. Vítima de uma educação falha e de uma sociedade que privilegia o consumo e da ausência do amor.

A grande lição sobre a tragédia de Goiás deve ser aprendida por todos nós, pais. Educar os filhos com base nos valores morais.

Ser amigo do filho, sim! Mas ser, acima de tudo, PAI ou MÃE! E isso compreende conversar, orientar, conviver…

O bullying pode ter tido papel na tragédia… mas um papel mínimo. Quando há base, não há bullying que resista.

São só deduções. Mas talvez – e só talvez – essas deduções nos levem a atitudes reais que façam de nossos filhos pessoas espetaculares! Assim, evitaremos novas tragédias como as da escola em Goiás.

Pense nisso!!!

Marcos Giraldi -Jornalista, Coach e CEO Skale.

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