Por que fazer feedback?

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Quando alguém fala que quer conversar com você, assim como a maioria das pessoas, você tenderá a pensar que é alguma coisa ruim ou uma problema relacionado a você ou algo que você fez. Porém, o feedback, na prática se configura como um parecer sobre uma pessoa ou grupo de pessoas, performance de algo e tem o objetivo não de avaliar, e sim de analisar o desempenho na realização de um trabalho.

Antes de falar sobre a importância dos feedbacks, precisamos entender a sua origem. Muito antes de essa palavra ser incorporada às organizações, ela já era usada nas ciências exatas e biológicas, para ser mais preciso, na Teoria de Sistema e de Controle. É por meio de respostas, por exemplo, que a biologia sistêmica consegue explicar as reações do nosso corpo a estímulos internos e externos. Mas voltando ao mundo dos negócios, o feedback foi aplicado inicialmente na administração e hoje se tornou uma ferramenta de trabalho fundamental para conduzir pessoas e organizações aos seus resultados extraordinários. Importante lembrar, que dar retorno de uma informação é a grande missão de um feedback bem realizado.

Como se faz um bom feedback?

Como já falamos, o feedback é uma conversa, uma ferramenta para gerar proximidade de evolução. Dentro da empresa as pessoas devem estar cientes de que se trata de uma analise com relação ao seu trabalho e o quanto podem contribuir para o todo e para si. A conversa deve ser objetiva, clara e apresentar pontos positivos, verdadeiros a respeito da pessoa e muita atenção aqui, ” se você não observa a pessoa e não tem condições de listar ao menos três pontos fortes ou de qualificação verdadeira, é melhor nem iniciar o feedback”. Na sequencia de um bom feedback, os pontos a serem melhorados podem ser colocados de forma clara e sem julgamentos, para dar a oportunidade de a pessoa receber e buscar alternativas para a melhoria e ou solução. Um bom fechamento dessa conversa é sempre reforçar as características verdadeiras da pessoa e também deixar claro que tem seu apoio na busca da melhoria e sempre, lembre-se , sempre, determinar um novo prazo para uma nova conversa sobre o que acordaram neste momento, caso contrário, foi só um bate-papo.

Outro ponto importante é apresentar a pessoa quais sãos as expectativas da empresa e do setor para com ele e seu desempenho. Então, o líder ou gestor da área, precisa acompanhar de perto o desempenho, com indicadores que apontarão para ambos se estão no caminho certo ou não.

Quando se fala em feedback, muitas empresas entendem como uma mão de via única, ou seja, onde apenas o líder fala e o colaborador abaixa a cabeça e escuta. É essencial que a pessoa tenha a oportunidade de argumentar sobre os pontos que foram apresentados e que seja questionado com relação a sua satisfação em relação a participação nos resultados e quanto ao trabalho que está realizando.

Algumas empresas adotam modelos de feedback, onde a cada seis meses, ou seja, no início e na metade de ano, com argumento de que o colaborador tenha tempo de melhorar os pontos que a empresa considerou. Porém, vale o alerta, feedback, precisa ser exercitado o tempo todo, fomentar a comunicação aberta e a troca é sim um modelo que funciona, não existe regra, afinal se usarmos a máxima do exercício do retorno da informação, como vico dizendo: “Feedback, Visita e Peixe, estragam em três dias”. Brincadeiras a parte, não espera demais para retornar algo, pois senão, não fará mais sentido e não gera evolução e sim conflitos. Pense nisso e coloque em prática.

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